Sonhei sonhos confusos essa noite, mas não lembro de nenhum. Acordei um pouco deprimida. Deitei no sofá com César. Dor de barriga. Não deveria ter comido aquele sushi ontem. Respondo o celular da empresa. Três mensagens, nenhum atendimento novo. Preciso tomar banho e me arrumar para trabalhar. Faço um café. Ando me sentindo desconectada de tudo e de todos ao meu redor, como se eu não conseguisse mais pertencer, concordar ou acompanhar o ritmo das coisas. Tenho me pegado discutindo com meus amigos com frequência. Pequenas incompatibilidades que parecem aumentar com mais frequência ultimamente. Percebo que, a cada dia, pareço ter menos em comum com eles. O problema é que, a cada dia, pareço ter menos em comum com todo mundo. Por que tá tocando Cássia Eller na minha cabeça? Essa semana estou me sentindo estressada e ansiosa com o trabalho. Sempre que tenho um caso complexo e grave nas mãos, fico ansiosa, insegura, impostora, e então, deprimida. Não é que eu não seja capaz de tomar decisões difíceis, eu sou ótima nisso. Eu faço. Eu encaro. Estudo, penso, assumo e dou o meu melhor. Mas me deixa deprimida. Admiro quem lida com a profissão com segurança e tranquilidade. Às vezes até com paixão. Bem que essa história de nave espacial podia ser verdade, tá tudo meio chato aqui no capitalismo selvagem. Será que eu odeio meu trabalho? A fechadura estragou ontem a noite e estou destrancada em casa, mas preciso sair. Peço minha mãe para ficar aqui enquanto eu saio. 200 reais pro cara vir aqui abrir um buraco na minha porta e ir embora. ETs, me leve com vocês? Peço um Uber. Me comparo. Me analiso. Me questiono. Me escuto. Não me entendo. Me entendo. Não entendo. Minha mente não para um segundo e agora toca Rocket Man. Meu Deus, o Uber da minha mãe. Queria ser amada aos berros. Queria receber declarações e presentes únicos, autênticos, desses que mostram que a pessoa me observa de verdade, sabe? Quero ser lida. Quero me sentir desejada. Defendida. Cuidada. Queria voltar a desejar. Que drama é esse de mulher que se diz emponderada? Mas emponderada de que? O café ficou frio. Minha mãe chegou. Preciso me arrumar para trabalhar. Parece que acordo mais cedo para ter mais tempo para me atrasar. Tomo banho. Ainda tenho que levar o Cesar pra fazer xixi.
Amor, vinho e outras coisas
Um monte de pensamentos aleatórios
quinta-feira, 4 de junho de 2026
quinta-feira, 14 de maio de 2026
Venho pensando que viver é entender o paradoxo de realizar sonhos ao mesmo tempo em que se atravessa alguns dos momentos mais difíceis da vida até aqui.
(Sobre)viver é difícil. Às vezes, cruel. Mas no meio-espaço-tempo entre os muitos desafios, a vida presta também.
E é preciso poder gozar desses espaços.
Faça suas escolhas, sustente seus B.O.s e viva do seu jeito.
E este lembrete é para mim mesma também.
Relaxa a testa.
terça-feira, 12 de maio de 2026
Acho que as mais cruéis histórias de amor são as que acabam, mas nos fazem revisitar nossas decisões e questionar os muitos "e se...". Como se existivessem vivas em algum multiverso em que uma versão sua respondeu “vamos!”, uma versão minha desistiu de viajar, uma outra nossa que não deixou o medo decidir por nós e múltiplas outras versões de escolhas que não fizemos. Mas a verdade é que a parte agridoce da vida é justamente ter uma versão só e a aprender a arcar com o caminho que a gente escolhe.
Não sei se foi um fim perfeito, uma despedida triste ou o último beijo, não consigo montar a cronologia dos nossos últimos encontros, eu não sabia que seriam os últimos. Mas me lembro perfeitamente de todas as caronas, as risadas, as intermináveis conversas, as mãos dadas no show do Elton John em meios à lágrimas e tudo o mais que a gente compartilhava e se entendia sem precisar dizer. Acho que foi só a vida fazendo aquilo que ela faz: colocando duas pessoas no mesmo lugar por tempo suficiente pra pensar que existe alguma coisa ali, mas não tempo suficiente pra saber o que fazer com isso.
Mas, ao mesmo tempo, talvez seja exatamente isso que tenha feito essa história ser tão importante na minha vida e tão dolorosamente bonita. O que não aconteceu também vira memória, vira desejo, vira nostalgia. Não é justo pensar se trocaria o que foi pelo que poderia ter sido, a gente sabe que não trocaria, eu nunca teria te privado do que você tem hoje e que sei que eu não poderia ter te dado.
Só que tem lembrança que vira parte da gente mesmo sem pedir licença e tem gente que deixa uma marca num lugar que ninguém mais acessa do mesmo jeito. E ninguém acessou.
Eu gosto dessa ideia de que parte da gente fica no outro, e me consola pensar que alguma versão minha ficou aí, assim como alguma versão sua ficou aqui. Não a ponto de impedir a vida de seguir, mas o suficiente pra, tanto tempo depois, uma música ou uma foto ainda conseguirem abrir uma gaveta inteira. Sim, é muito bom lembrar da gente. E, como John Mayer diz na música trilha do meu último delírio nostalgiano: só não se esqueça de mim.
Você também continua lindo. E a gente sempre adorou divagar, fique à vontade.Aceito uma taça de vinho, se ainda tiver.
sexta-feira, 8 de maio de 2026
Pensei em você e senti saudade.
15 anos antes
Ele me buscou em casa e me aguardava de frente para meu prédio, parado ao lado do carro. - Ei… Sorriu e, pra minha decepção, me deu um beijo no rosto, e abriu a porta para que eu entrasse. No carro, me perguntou sobre meu dia, como estavam as coisas e todo aquele papo furado de quem tenta preencher o silêncio. Eu estava nervosa, não sabia o que éramos, o que ele queria, se ele me queria depois de eu ficar meses fora, desistir de tudo e voltar querendo que tudo voltasse de onde a gente havia parado. Ele dirigia e a gente ouvia as músicas que gostávamos. Umas das muitas coisas que tínhamos em comum era o nosso gosto musical e isso era uma parte importante nossa. Não me lembro de todas as músicas que escutamos, mas me lembro de querer o tempo todo lhe dizer o quanto eu o amava e o quanto ele havia feito parte da minha decisão de voltar. Mas não falei. Chegamos em um bar decorado com placas de automóveis e estilo rock do campo. Acho que alguma banda de um amigo iria tocar, ou um amigo era o dono, esses detalhes me passaram praticamente despercebidos, eu só pensava em segurar sua mão, e perguntar por que diabos ele havia me chamado pra sair se mal falava comigo ou sequer conseguia me olhar nos olhos. Bebemos algumas cervejas e em algum momento da noite eu entendi que seria isso mesmo, apenas um encontro de amigos, bem constrangedor por sinal. Na volta pra casa ele finalmente falou o motivo daquele encontro: ele havia conhecido uma pessoa. - O nome dela é Elisa, a gente ainda está se conhecendo, ela é muito diferente de mim, mas estou gostando de sair com ele. Ela gosta de sertanejo! E olhou pra mim como que para confirmar que ele gostava dela a ponto de suportar música sertaneja. Eu acho que sorri e desejei felicidades. Depois disso não me lembro de muita coisa, meu coração estava, pela primeira vez na minha vida, sendo partido. Aquele encontro era para colocar um ponto final na nossa história confusa. Cheguei em casa e chorei como nunca, senti toda a dor da perda e o arrependimento de ter largado o amor da minha vida pra ir atrás de nada. Ao abrir o facebook, ele havia postado “I’m gonna find another you” do John Mayer, partindo meu coração uma segunda vez na mesma noite. Eu não sei se ele encontrou uma “outra eu”, mas eles se casaram e tiveram um filho, então eu gosto de acreditar que era pra ser do jeito que foi.
domingo, 9 de junho de 2013
Todo o resto...
Texto por Martha Medeiros
segunda-feira, 11 de março de 2013
E de novo e de novo e de novo...
“E eu, que fico à flor da pele sem querer, eu tenho um coração vulcânico. E sempre acabo errada.”
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Ausência
Estou cultivando amor juntamente aos fios do meu cabelo, me disseram que assim seria mais fácil. Não me assustam as proporções exageradas quando paro na frente do espelho, estão crescendo, você vai ver, mesmo me cegando durante vários momentos, os deixo ali, quase me tapando a visão. E quando sinto as pontas batendo em meus olhos, jogo a cabeça para a direita, deixo a saudade espremidinha em um pequeno espaço, aquecida, envolvida nos tufos de cabelo.
Não entendo sobre minhas caras, aquelas que você insiste em dizer que fiz. Não compreendo sequer sobre a distância da sua cama para o abajur, eu não estou aí.
Deixe então que eu pratique diariamente com você meus dramas, o que mais, além disso, eu poderia fazer?
Continuo lendo seu único email até conseguir dormir. E mesmo que o poema não seja seu, encarno o personagem, te coloco bem ao meu lado, como em todas as noites deveria ser.
Ouvindo: Caetano Veloso - Coração vagabundo
Texto por NanaCaê
domingo, 12 de agosto de 2012
Mais um dia dos pais sem você aqui...
Eu adoro você. Porque pra gente, adorar é mais que amar. E eu adoro no puro e real sentido da palavra. E pra sempre. E de perto ou infelizmente de longe. E isso é uma declaração sim, de veneração, de amor. Saudade sempre. Feliz dia dos pais aí no céu!
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Amor, vinho e outras coisas
Nos últimos dias, e com tudo o que tem acontecido na minha vida, me peguei pensando - novamente - no amor. No amor romântico, entre duas pessoas.
Quando você se apaixona e não dá certo, bola frente. Nada que um porre, uma noitada com as amigas e uma noite com uma pessoa errada(por que não?) não resolvam. No outro dia você fica de ressaca e dois dias depois já está pronta pra outra. Pelo menos comigo, sempre foi assim. Mas e quando é amor de verdade? O que a gente faz com ele?
Os filmes e livros e tudo o que já foi dito ou escrito sobre o assunto nos ensinam que quando é amor de verdade você não deve desistir nunca. Que se é amor, no final sempre dá certo, e se não der é porque uma das partes morreu. Mas no mundo real não é bem assim que funciona. Você acaba sofrendo, se humilhando e destruindo toda a sua confiança. Acaba se tornando uma arma contra seu amor próprio e isso não é certo. Mas se é amor, deveria dar certo no final, né? Porque, como é possível você amar uma pessoa e ela não te amar de volta? Isso ninguém ensinou pra gente.
Não me levem a mal, não estou tentando colocar a culpa das minhas frustrações amorosas em Shakespeare, nem nada disso. Mas eu acho que tudo o que já foi escrito e dito sobre isso, só pode ter sido pura utopia. Porque é possível sim, você amar alguém e não ter o final feliz.
Mas essa sou eu divagando - pra variar - sobre coisas que eu nunca vou entender. Uma garrafa de vinho, um maço de cigarros, John Mayer e essas dúvidas que nunca me deixam me trouxeram até aqui.
Eu não sei o que fazer com esse amor. E dói tanto que tô quase procurando um cardiologista porque isso não pode ser normal. E eu não sei dizer quando se tornou amor, como aconteceu. Mas aconteceu. E eu amo. Fazer o que?
Eu sei que o tempo não cura tudo, mas ajuda, e um dia eu vou poder sair de casa e ao invés de levar ele comigo na bolsa, vou conseguir deixar ele em casa, bem guardado em uma gaveta. Ele sempre vai fazer parte de mim, mas um dia para de doer. E essa é minha única esperança no momento.
“Fica por aqui, vem cuidar de mim. Vamos ver um filme, ter dois filhos. Ir ao parque, discutir caetano, planejar bobagens e morrer de rir”
quinta-feira, 14 de junho de 2012
O que te dizer? Que eu te gosto demais e mesmo sabendo que não existem chances pra nós dois, não consigo parar de pensar em você? Que hoje resolvi sair com outra pessoa, pra ver se te esquecia, que resolvi me dar uma chance de ser feliz sem você? Mas que o encontro foi um completo desastre, que o cara era um idiota e me tratou como um lixo? Que eu nem me importei porque a todo momento eu só pensava que era você que devia estar ali comigo naquela mesa de bar? Que enquanto eu respondia qualquer coisa, enquanto eu fingia presença, eu só pensava em você, com suas piadas idiotas? Em você, com aquele jeito de me olhar como se entendesse coisas que eu ainda nem tinha dito? Em você, ocupando um lugar que ninguém mais parecia saber ocupar? Que cheguei em casa, abri um vinho e fumei meio maço de cigarros olhando suas fotos e ouvindo nossas músicas como quem cutuca uma ferida só pra confirmar que ainda dói? Que tudo o que eu queria era te pegar pelos ombros e te sacudir até você perceber que somos perfeitos juntos?
Não, não posso te dizer nada disso. O nosso combinado é de não nos falarmos.
O que me resta é escrever, pra ver se a tristeza encontra uma saída. Se um dia, com alguma sorte, tudo isso deixa de ser urgência e vira apenas memória.
"Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é difícil porque o sentimento fica."
terça-feira, 12 de junho de 2012
Happy Valentine's Day
Nós tínhamos uma ligação especial, um jeito meio particular de gostar um do outro. Podíamos passar horas conversando, abraçados dentro do seu carro, como se o mundo lá fora tivesse sido suspenso só por um tempo. E parecia certo. Não necessariamente simples, muito menos seguro, mas certo.
Mas aí eu estraguei tudo. Ou achei que tinha estragado.
Fui até a sua casa pedir desculpas pelas bobagens que eu tinha dito depois de algumas cervejas. Você disse que estava tudo bem, que ia ficar tudo bem, e talvez uma parte de mim tenha acreditado. Ficamos deitados na sua cama por horas, talvez, abraçados, enquanto você fazia piadas sobre a situação e dizia o quão idiota você era.
Foi ali que eu percebi que estava apaixonada demais.
E, quase ao mesmo tempo, percebi que você não estava.
Às vezes a resposta chega junto com a pergunta.
Eu me levantei e comecei a me vestir, enquanto você pedia pra eu ficar. Me lembro de lutar contra as lágrimas com uma força quase física, porque ir embora, naquele momento, parecia contrariar tudo o que eu queria. Como olhar para a pessoa que você ama te pedindo pra ficar, e ainda assim dizer não?
Mas eu sabia.
Se eu ficasse, eu sofreria mais. A gente continuaria acontecendo quando fosse conveniente pra você. E esses momentos seriam lindos, porque eram. Mas depois eu voltaria pra casa com aquela sensação conhecida de estar sozinha dentro de uma história que parecia ser de dois. Eu sentiria sua falta quando você não estivesse por perto. E você, provavelmente, seguiria sem sentir a minha do mesmo jeito.
Foi preciso aprender que nem todo pedido pra ficar merece ser atendido. Às vezes, dizer não para alguém é o único jeito de dizer sim pra si mesma.
Em um mundo perfeito, você cairia na real e viria atrás de mim sabendo que eu era a mulher pra você. Mas o mundo não é um roteiro de comédia romântica em que duas pessoas se desencontram o filme inteiro só para, no final, perceberem que deveriam estar juntas.
Na vida real, às vezes a pessoa não vem.
E a gente precisa seguir mesmo assim.
Ouvindo: Ana Cañas - Luz Antiga
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Ah...o amor
Hoje, por algum motivo ainda desconhecido por mim, me peguei filosofando sobre o amor. Quantas vezes já sofri por amor, chorei e achei que seria o fim, que nunca mais amaria e no entanto, lá estava eu de novo, me apaixonando e amando e sofrendo...
Perto de completar 25 primaveras ainda me vejo ficar confusa sobre sentimentos, pessoas, relacionamentos, e creio eu, que isso não mude muito com a idade.
Mas penso que a gente nasceu pra sofrer de amor. A gente nasceu pra sofrer de amor e amar muito ainda assim. Seja o amor pelo homem, pelos filhos, pelos pais. O mesmo amor que nos faz feliz é aquele que nos faz chorar por um motivo ou outro. A perda, seja pelo término, pela briga ou pela morte, a saudade, a preocupação, ou até a felicidade, por que não?
Tudo o que sei é que são duas horas da manhã e talvez o que eu precise é de uma boa noite de sono, ou uma cerveja, ou sei lá. Acho que o 'sei lá' é mais provável.
Racionalizar sentimentos é quase impossível e ainda assim eu tento.
Só sei que tá tudo esquisito aqui dentro e espero que seja só a idade chegando.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
20/06/2011
domingo, 13 de março de 2011
What's going on?!
domingo, 16 de janeiro de 2011
Um texto de amor pra ninguém.
domingo, 9 de janeiro de 2011
"Talvez eu só precise de férias, um porre e um novo amor..."
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!"
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Coisas antigas..
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Simples...
Só queria um lugar mais calmo, longe dessa loucura toda. E ficar perto de quem ama, sem se preocupar com o tempo, com os compromissos...
Andar calma e livre por lugares lindos, sentir o vento, o frio gostoso, as mãos dadas, a conversa interminável, sobre o tempo, sobre o trabalho(inevitável), sobre os amigos, a família, sobre os problemas, a solução, sobre os dois. E depois de um longo e maravilhoso dia, dormir abraçado com aquela pessoa, aquele que não importa onde, como, quanto tempo, sempre é bom estar por perto. Simples. E as maiores e melhores coisas estão na simplicidade.
E é assim, nessa simplicidade, nessa felicidade que ela deseja, e sonha viver o resto da vida.
"E dizia consigo mesmo: -Deitar-se com alguém e dormir com ele, eis duas paixões não apenas diferentes mas quase contraditórias. O amor não se manifesta pelo desejo de fazer amor (esse desejo se aplica a uma multidão inumerável de pessoas), mas pelo desejo do sono compartilhado(e esse desejo diz respeito a uma só pessoa)."
_Milan Kundera- A Insustentável leveza do ser.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Viva, não sobreviva...
Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite
sábado, 26 de junho de 2010
Um pouco sobre a Victoria...

Ela é volúvel, indecisa, louca, idiota, vulnerável, passional.
Ama demais, odeia demais, sonha demais, quer tudo de uma vez só. Pensa demais em tudo, mas sempre faz o contrário do que planejou.
É doce, amável, dengosa, sincera, brincalhona, enrolada, extrovertida, tímida, polida, confusa, retardada, dramática, amiga, contraditória.
Ela gosta de dançar, comer, escrever, ler, cantar, atuar, brincar, beijar, rir, chorar, falar, altura, café, coca-cola, cigarro, música, filmes, madrugada, internet, chocolate, comida japonesa, pessoas.
Não gosta de ficar sozinha, não ter o que dizer, ser passada pra trás, falsidade, rotina, pagode, guaraná antártica, derby, chocolate branco, comida chinesa, milho.
Odeia que cuidem da vida dela mas adora cuidar da dos outros.
Ama a família, os amigos, as cachorras e o gato dela.
Quer viajar, conhecer o mundo, dançar na lua, aprender dança de salão e gaita, ser atriz, casar um dia, ter filhos, morar sozinha, amar quem quer, a hora que quer, sem compromisso e sem ser julgada, só por prazer.
Não quer ser mal interpretada, odiada, ficar longe das pessoas que ama, brigar mais, sofrer mais, ser enganada, sentir saudades.
Vive procurando sua felicidade. E procura tanto que acaba fazendo burrada.
Dorme amando e acorda odiando.
Mas ela não cansa. Procura, luta, sonha, apanha, sofre, ganha, perde, chora, ri, ama, esquece, ama de novo, sempre... até encontrar seu caminho.
Quer ir embora, mas quer ficar.
Simplesmente ela...












